Origem do nome

A origem do termo forró ainda divide músicos e historiadores. Segundo uma corrente, o termo é um anglicismo, ou seja, uma palavra de origem inglesa. Mais precisamente da expressão for all (para todos), que teria sido incorporada à língua pátria no início do século, quando engenheiros britânicos se instalaram em Pernambuco para construir a ferrovia Great Western. Festeiros, os gringos promoviam bailes nos finais de semana, alguns deles abertos a quem quisesse. Era só checar no painel de recados do canteiro de obras: se estivesse escrito for all, tudo bem. "Há muitos e respeitáveis defensores dessa tese.
Há quem diga que forró é uma corruptela de forrobodó, ou seja, confusão, desordem, farra, arrasta-pé etc.

Num ponto, entretanto, todos concordam: o "pai" do ritmo é o grande Luiz Gonzaga - até porque os bailes promovidos pelos ingleses eram animados por sons bem diversos. O mais popular dos gêneros nordestinos só surgiu no final da década de 50, quando o Velho Lua começou a misturar os ritmos de suas músicas. "Ele foi criador da melodia que hoje se conhece como original", diz o sanfoneiro Dominguinhos.

Fonte: http://www.triovirgulino.com.br/hist_forro.asp

 

Histórico

Os bailes populares eram conhecidos em Pernambuco por "forrobodó" ou "forrobodança" ou ainda "forrobodão" (nomes dos quais deriva "forró") já em fins do século XIX.[3]

O forró tornou-se um fenômeno pop em princípios da década de 1950. Em 1949, Luiz Gonzaga gravou "Forró de Mané Vito", de sua autoria em parceria com Zé Dantas e em 1958, "Forró no escuro". No entanto, o forró popularizou-se em todo o Brasil com a intensa imigração dos nordestinos para outras regiões do país, especialmente, para as capitais:BrasíliaRio de Janeiro e São Paulo.

Nos anos 1970, surgiram, nessas e noutras cidades brasileiras, "casas de forró". Artistas nordestinos que já faziam sucesso tornaram-se consagrados (Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Trio Nordestino, Genival Lacerda) e outros surgiram.

Depois de um período de desinteresse na década de 1980, o forró ganhou novo fôlego da década de 1990 em diante, com o surgimento e sucesso de novos trios e artistas de forró.

Gêneros musicais

O forró é dançado ao som de vários ritmos brasileiros tipicamente nordestinos, entre os quais destacam-se: o xote, o baião, o xaxado, a marcha (estilo tradicionalmente adotado em quadrilhas) e coco. Outros estilos de forró são: o forró universitário, uma revisitação do forró tradicional (conhecido como forró pé-de-serra) e o forró eletrônico ou "estilizado".[2]

Estilos da dança

O forró é dançado em pares que executam diversas evoluções, diferentes para o forró nordestino e o forró universitário:

O forró nordestino é executado com mais malícia e sensualidade, o que exige maior cumplicidade entre os parceiros. Os principais passos desse estilo são a levantada de perna e a testada (as testas do par se encontram), também conhecido pelo termo "Cretinagem".

O forró universitário possui mais evoluções. Os passos principais são:

  • dois pra lá - dois pra cá
  • giro da dama;
  • giro do cavalheiro;

 

Modernização do forró

A partir de meados da década de 80, com a saturação do forró tradicional (Conhecido como pé-de serra), surgiu no Ceará um novo meio de fazer forró, com a introdução de instrumentos eletrônicos (tais como guitarrabateria e baixo). Também as letras deixaram de ter como o foco a seca e sofrimento dos nordestinos, e passaram a abordar conteúdos que atraíssem os jovens. O precursor do movimento foi o ex-árbitro de futebolprodutor musical e empresário Emanuel Gurgel, responsável pelo sucesso de bandas como Mastruz com Leite, Cavalo de Pau, Alegria do Forró e Catuaba com Amendoim. O principal instrumento de divulgação do forró na década de 90, a rádio Som Zoom Sat, e a principal gravadora, a Som Zoom Estúdio também pertencem a Gurgel. Tal pioneirismo não ficou imune de críticas dos ditos tradicionalistas que o acusaram de transformar o forró num produto. Em entrevista à revista Época, declarou Gurgel: "Mudamos a filosofia do forró: Luiz Gonzaga só falava de fome, seca e Nordeste independente. Agora a linguagem é romântica, enfocada no cotidiano, nas raízes nordestinas, nas belezas naturais e no Nordeste menos sofrido, mais alegre e moderno (...)".

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Forr%C3%B3#Hist.C3.B3ria

 

História dos Ritmos

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